terça-feira, 27 de novembro de 2012

"Vítima" diz que ganhou R$ 300 por pegadinha do elevador, mas nega armação



Valdir Cardoso, 55, é ator e figurante.

Você deve ter visto sua última

participação na TV, vestindo uma

camisa azul, mas não ligou o nome ao

profissional porque ele não foi

creditado.

Ele é uma das pessoas amedrontadas

em pegadinha do "Programa Silvio

Santos" que foi ao ar no domingo

(25), no SBT, e desde então se

popularizou na internet.

O quadro mostra candidatos a uma

vaga de trabalho que entram num

elevador, rumo ao sétimo andar. No

meio do trajeto, as luzes se apagam e

uma garota com aparência

fantasmagórica entra na cabine.

Quando as luzes tornam a acender, a

menina grita e o "postulante ao

emprego" surta, chora, xinga.

Cardoso diz que de fato estava lá

atrás de emprego, no dia da

gravação. "Disseram que era um

'casting' pra TV. Quando cheguei, vi a

equipe técnica do SBT e fiquei com a

pulga atrás da orelha", diz ele, "mas

pensei que o pessoal da produção

estivesse lá para o teste que eu fui

fazer".

A situação ficou mais estranha, diz,

quando a porta do elevador ia se

fechar e a recepcionista o

recomendou a "colocar para fora

esse ator que tem dentro de você".

Mas o susto foi legítimo e não houve

armação, defende. "Quem não ia

ficar em pânico com aquilo?"

O figurante profissional diz ter ganho

cachê de R$ 300 pela participação no

quadro. "Mas só depois que o susto

já tinha passado e foram pedir nossa

autorização de uso de imagem."

Ele trabalha em outras produções do

canal, como "Carrossel", mas também

vende seus préstimos para a

concorrência: fez três episódios da

atual versão de "Guerra dos Sexos",

da Globo.

Cardoso também é cara conhecida na

publicidade. Ele estrela comercial da

Eletropaulo, que foi ao ar há dois

meses, e já fez outras peças.

É de diferentes trabalhos que ele diz

conhecer todos as outras vítimas da

piada do elevador. "Somos todos

atores, amigos, figurantes. Mas só

um ou outro se encontrou no dia em

que gravamos essa pegadinha."

Que não é sua primeira. Dois anos

atrás, ele diz ter sido vítima em outro

esquete, em que um velhinho de

cadeira de rodas pedia informações

sobre como ir a uma padaria.

Quando o transeunte ensinava o

caminho ao senhor, ele saía da

cadeira de rodas e ela ia sozinha.

Procurado, o SBT ainda não

comentou as afirmações.

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